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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

... mas a memória permanece

 
Quando eu era jovem mais nova eu costumava manter um diário. Penso que costumava passar pelo menos quinze minutos escrevendo nele todos os dias. Eu, principalmente, escrevia um resumo do dia anterior, e também descrevia o menino pelo qual estava apaixonada no momento. Eu sempre estava "apaixonada" por alguém e às vezes eu até tinha várias "vítimas" ao mesmo tempo. É claro, eu não costumava dizer a eles sobre meus sentimentos e planos (sim, eu fazia sérios planos para cada um deles). Mantive diários dos 10 aos 18 anos, ininterruptamente. Quando o dia "não rendia"  novidade, simplesmente escrevia n.d.a. (nada de acontecimentos)! Também escrevia em códigos para, caso alguém os encontrasse, não soubesse decifrá-lo. 
O que me lembro bem era o perfume que exalavam. Eu costumava espirrar perfume neles. Cada qual um cheiro diferente e, cada vez que sinto um dos cheiros, viajo ao passado...

Não tenho mais nenhum exemplar pessoal comigo - queimei todos em um único dia - mas, pensando sobre algumas coisas escritas, desejei que os mais velhos que eu pudessem compreender os mais jovens, como eu.

Hoje, o tempo passou e todas as coisas se passaram e já não tenho tempo (na verdade honestidade) para escrever coisas desse tipo. 

Aqui está uma coisa que eu comprei outro dia. É uma espécie de diário chamado "Meus dias de Princesa", onde você pode resumir e dividir o seu dia em algumas circunstâncias (hora do sapo/boas lembranças/revelações...).  Comprei-o para uma sobrinha querida (Mariana) que  ama coisas assim e espero que, como eu, ela goste deste também!



Tá, eu cresci. #mimimi 
Mas algo permanece sem questionar e está aqui:
Gone insane
Fortune, fame
Mirror vane
Gone insane
But the memory remains
(Metallica - The memory remains


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